terça-feira, 2 de março de 2010

O CAVALEIRO DO SEU CORAÇÃO

Carta de Sir. Willian

Para a jovem Jocelyn

É estranho pensar que não a vejo há um mês, eu ví a lua nova, mas não ví você. Eu ví o pôr do sol e o nascer do sol, mas nada comparado a sua beleza.

Eu sinto sua falta como o sol sente falta da flor, como sol sente falta da flor num inverno intenso.

Os pedaços do meu coração são tão pequenos que poderiam passar pelo buraco de uma agulha.

Ao invés de beleza para guiar meu coração ele se endurece a um mundo congelado para onde sua ausência me baniu.

A esperança é meu guia e é ela que me faz viver cada dia e principalmente cada noite. A esperança de que esta não será a ultima vez que olharei para você.

Eu permaneço seu...

.................... O cavaleiro do seu Coração.

Enviado por Jéssica Pâmela

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PALAVRAS DE SABEDORIA

"A noite do mundo não vem do fato que Deus não exista, mas do fato que os homens não advertem a sua presença. Precisamos acender luzes, iluminar o mundo."

Dom Mário Zanetta - 3º Bispo de Paulo Afonso
*1938 +1998

sábado, 20 de fevereiro de 2010

TRÊS DOSES DE AMOR POR DIA

No coração de quem ama
Se guarda todos os medos
A base de sete chaves
Num cofre com mil segredos
Que se escancara no toque
Das digitais de seus dedos

Debaixo de arvoredos
Encima do alto cume
Não há iluminação
Sem ser a do vaga-lume
Mas se acendem luminárias
Ao sentir o teu perfume

As rosas sentem ciúme
E os botânicos da ciência
A natura e Boticário
Já perderam a paciência
Pois tentam e não conseguem
Imitar a tua essência

Não chamo vossa excelência
Por não ser parlamentar
E nem vossa majestade
Sendo rainha do lar
Pois chamo apenas de musa
A musa do meu olhar

Em um peito a palpitar
Bate um coração afoito
De saudade a pressão sobe
E muitas vezes pernoito
Mas ao chegar-te controlas
E mede doze por oito

Ao medir dose por oito
A pressão se anestesia
Não preciso ir ao médico
Farmácia nem drogaria
Pois pra mim foi receitado
Três doses de amor por dia

Autoria: Bruno Vinicius

sábado, 13 de fevereiro de 2010

TEMPO REI

Mário Moura - Educador e Poeta.

Tempo Rei,
Por que nos fizestes, assim,
Tão vulneráveis e pequenos
Perante a tua grandeza?
Tempo Rei,
Aquele que governa
E salienta as idéias do espaço.
Chegamos ao início de um novo tempo
E a ti Tempo Rei, agradecemos,
Por terdes nos dado
a genialidade de um Elvis Presley,
um Gandhi, uma Madre Tereza,
Um Chaplin, um Pelé e tantos mais.
Do Maior entre todos os Mestres: Jesus!
E também tristes por um Hitler.
Hitler... Que homem marcante
Na história da Humanidade.
Nossa história marcada
Pelas guerras, massacres, a fome,
A  miséria;
manchas de nossas camas.
Tempo Rei,
Transformai, transformai,
As Velhas formas de existência que somos
E nos ensinai o que não sabemos.
Tempo Rei,
Nos fazei, nos fazei,
Magos da tua magia
Que egressa sem cessar.
Tempo Rei,
em tua majestância
O que seria de nós, frageis homens
Inoperantes de suas ações.

PONDERAÇÕES

Mário Moura - Educador e Poeta.

Vida!
Milagre do criador
À criatura
Sopro de força
Que impulsiona
Milagre da Gênesis.

Viver!
Exarcebar na vida
Não é usufruí-la em abundância,
É um cesto de palha
Feito artesanalmente,
É por em prática o milagre.

O criador!
Força suprema,
Luz do caminho,
Artista do Cosmo.

A criatura
Presença viva espiritual,
Sem arreios,
Arte da vida, imperfeição!

A GÊNESIS

Mário Moura - Educador e Poeta.

Do pequeno átomo
ao gesto explosivo
que dura inofensivo
o poder de nenhum Homo.

A realidade luzente
dos primos plânctons
que em eletrons
se movem verosmente.

O cristal puro
que brilha e encanta
o valor do ouro.

Origem da superior manta
O Homo sapiens
que poder algum alcança.

POÈME D´UN RÊVE - POEMA DE UM SONHO

Versão do poema Acróstico de um Sonho

Rêveur je suis
Le rêve sera til ce que je suis?
Rien dans ce moment n´est egal
Aujourd´hui je vivant mon utopie
Le rêve sera til ce que je suis?

Par Mário Moura / Guilherme

ACRÓSTICO DE UM SONHO*

Sonhador eu sou
O sonho será que sou eu?
Nada neste momento é igual
Hoje vivo a minha utopia
O sonho será que sou eu?

Mário Moura - Educador e Poeta.

Publicado em:
Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 40 Volume. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE, out. 2007 (p 44).

Direita midiática conspira em São Paulo

Reproduzo artigo de Altamiro Borges publicado no Correio da Cidadania
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4323/9/

No dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista, as estrelas da direita midiática estarão reunidas num seminário cinicamente batizado de "1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão". Não faltarão críticas à Conferência Nacional de Comunicação, sabotada pelos donos da mídia, e às idéias democratizantes do Plano Nacional de Direitos Humanos. O presidente Lula ficará com a sua orelha ardendo. Será rotulado de autoritário, populista e de outros adjetivos. O evento tentará unificar o discurso da mídia hegemônica para a disputa presidencial de 2010.

Os inscritos que desembolsarem R$ 500 poderão ouvir as opiniões de famosos reacionários sobre as "ameaças à democracia no Brasil" e as "restrições à liberdade de expressão". Marcel Granier, dono da golpista e corrupta RCTV, que teve sua outorga cassada pelo governo venezuelano, fará a palestra de encerramento.

O sinistro Instituto Millenium

O evento, que tem o apoio da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), é uma iniciativa do sinistro Instituto Millenium. Esta entidade reúne poderosos banqueiros, industriais e barões da mídia e pretende ser um centro de aglutinação dos defensores da "economia de mercado", como descreve seu sítio. Ela é presidida por Patrícia Carlos Andrade, que foi analista dos bancos Icatu e JPMorgan, e é filha do falecido jornalista Evandro Carlos de Andrade, um dos mentores da Central Globo de Jornalismo.

O instituto não tem nada de neutro ou plural. É controlado pelas corporações empresariais. Entre os mantenedores estão Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, Sergio Foguel, da Odebrecht, Pedro Henrique Mariani, do Banco BBM, Salim Mattar, do grupo Localiza, e Marcos Amaro, da TAM. O gestor do fundo patrimonial da Millenium é Armínio Fraga, o ex-presidente do Banco Central na era neoliberal de FHC. Os barões da mídia têm expressiva presença na entidade. Entre os dez principais mantenedores estão João Roberto Marinho, das Organizações Globo, e Roberto Civita, da Abril. Seu conselho editorial é dirigido por Eurípedes Alcântara, diretor de redação da Veja.

A resposta dos movimentos sociais

O repórter Adriano Andrade, num excelente artigo para o jornal Brasil de Fato, demonstrou que o Instituto Millenium representa a nata da direita brasileira. Patrícia Andrade chegou a assinar o "manifesto contra a ditadura esquerdista na mídia", escrito pelo fascistóide Olavo de Carvalho. A entidade também promove anualmente o risível "dia da liberdade de impostos". Para o repórter, a Millenium lembra duas instituições que tiveram papel de relevo na preparação do golpe militar de 1964 – o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), ambos financiados pelo governo dos EUA e pelos grupos monopolistas nativos.

O evento de 1º de março bem que mereceria uma resposta organizada dos movimentos sociais, alvo das manipulações constantes da mídia hegemônica. O demonizado MST, as ridicularizadas centrais sindicais, a estigmatizadas entidades estudantis, além das forças opostas a todos os tipos de discriminação, como a de gênero e a racial, poderiam aproveitar este evento conspirativo da direita midiática para protestar contra a "criminalização dos movimentos sociais e pela autêntica liberdade de expressão". Nada mais democrático do que protestar contra a ditadura da mídia.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PC do B e autor do livro "Sindicalismo, resistência e alternativas" (Editora Anita Garibaldi).

sábado, 9 de janeiro de 2010

Eleições: o que decidiremos em 2010?

Reproduzo artigo de Oswaldo Russo publicado no Correio da Cidadania
Para o mundo da política e o projeto de nação que queremos, 2010 promete ser o ano das nossas vidas, estejamos nós no apoio ou na oposição ao governo Lula. Se for uma eleição polarizada, como tudo indica, escolheremos entre duas propostas que a mídia insiste em apresentar como muito próximas, mas que na prática possuem sinais trocados.

Pela primeira vez, desde a redemocratização do país, com Lula não inscrito na cédula eleitoral, a oposição liderada pelo PSDB acha que, se perder a oportunidade de desalojar o PT do governo federal, poderá ficar mais uns dezesseis anos fora do poder. Exagero ou não, é assim que o tucanato sente, por mais que não confesse.

De outro lado, com o presidente batendo recorde de aprovação, os petistas têm claro que, se perderem a eleição, o que estará sendo derrotado não é a figura do Lula, mas o nosso projeto de nação construído ao longo de 30 anos de história do PT e de seus aliados de esquerda e centro-esquerda. Exagero ou não, é assim que nós petistas sentimos.

Em relação à política econômica, os tucanos e a extrema esquerda irão dizer que Lula e o PT mantiveram a política de FHC e do PSDB. Ainda que não tenha havido ruptura com a política econômica anterior, progressivamente foram feitos ajustes e mudanças que consolidaram a estabilidade macroeconômica do país, mas com um diferencial fundamental: voltamos a crescer economicamente gerando empregos e distribuindo renda, o que quebrou um mito econômico propalado por economistas conservadores.

Além disso, ao contrário do passado, o Fundo Monetário Internacional não mais dita ou receita sobre o nosso destino enquanto nação soberana. Ao lado da credibilidade econômica, antes subtraída, a política externa brasileira, altiva e independente, coloca o Brasil como país que exerce liderança mundial, em especial na América Latina, aonde o receituário neoliberal vem sendo substituído por projetos nacionais e regionais de desenvolvimento. Nesse sentido, a liderança do presidente Lula tem favorecido as mudanças políticas e econômicas, consistindo em fator de estabilidade na região.

Não à toa que Lula vem sendo homenageado e enaltecido pela imprensa mundial, como os jornais Le Monde e Financial Times. O jornal francês conferiu-lhe o título de personalidade do ano e o britânico elegeu o presidente brasileiro como uma das 50 personalidades que moldaram a década no mundo.

Em relação à política social, há flagrante diferença com a política tucana, por mais que FHC insista em afirmar que deu início às políticas atuais. A diferença não é só de escala, mas de conteúdo e, sobretudo, de institucionalidade. Os programas sociais estão se constituindo em políticas públicas permanentes garantidoras de direitos da cidadania.

No início, em 2003, o governo criou estruturas administrativas com status ministerial voltadas às políticas para as mulheres, os direitos humanos e a igualdade racial, priorizando as lutas sociais contra o preconceito, a discriminação e a violação de direitos. Ao mesmo tempo, recriou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) que havia sido desfeito em 1995 pelo governo FHC. Em 2004, criou o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, com a responsabilidade de coordenar as políticas de segurança alimentar e nutricional, transferência de renda, à frente o Bolsa Família, e assistência social, à frente o SUAS, implantado em 2005.

O SUS é uma conquista do povo brasileiro e nunca se investiu tanto em saúde pública, mas é preciso fazer mais e melhor. Na educação, criou-se o Fundeb e fixou-se o piso nacional dos professores. O Prouni garantiu aos estudantes de baixa renda o ingresso na universidade. A educação profissional foi retomada e ampliada, mas ainda precisamos fazer mais e melhor porque educação é direito de todos e passaporte para o futuro.

Essas políticas sociais, juntamente com a geração de empregos, o aumento real do salário mínimo, o Luz para Todos e a ampliação do crédito para a agricultura familiar, possibilitaram a redução da pobreza e da desigualdade social, favorecendo a melhoria da qualidade de vida da população, em especial dos mais pobres e residentes no campo.

O Censo Agropecuário do IBGE, pela primeira vez, revelou em 2006 a importância estratégica da agricultura familiar na produção de alimentos e na geração de empregos. Nesse sentido, a reforma agrária precisa ganhar idêntico impulso e centralidade, com a aprovação dos novos índices de produtividade e a ampliação das desapropriações das grandes propriedades improdutivas ou que não cumpram a sua função social.

O aquecimento do mercado interno é uma realidade, quer pela política de transferência de renda, redução dos juros e aumento do crédito, quer pela política de investimentos em infra-estrutura e habitação. Em 2010, as políticas públicas, a exploração das novas fontes de energia, o papel do Estado e o modelo de desenvolvimento sustentável estarão em disputa na sociedade. Como em 2006, o movimento sindical e os movimentos sociais serão interlocutores privilegiados nessa escolha política e no caminho que o Brasil precisa continuar trilhando para consolidar e aprofundar as mudanças.

Osvaldo Russo é estatístico e coordenador do Núcleo Agrário Nacional do PT

Publicado no
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4207/9/

sábado, 2 de janeiro de 2010

QUE 2010 SEJA MUITO MELHOR QUE 2009!

Que 2010 seja muito melhor que 2009...
que a gente não desanime...
que os nossos compromissos e a nossa fé estejam inabaláveis...
E muita Luz nos nossos caminhos, para que a gente não perca o sentimento de indignar-se e possamos a partir dele construir e sermos pessoas melhores com um mundo a qual desejamos...

Mário Moura - Educador e Poeta.