Mostrando postagens com marcador Publicadas pela CBJE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Publicadas pela CBJE. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Brasil Varonil

Mário Moura - Educador e Poeta.

Brasil varonil,
de verdades mil
de milhões, com os pés no chão
na morada pobreza.

Brasil varonil,
de verdades mil
onde milhões, com o coração na mão
não têm água e pão.

Brasil varonil
de verdades mil
onde milhões, de construção em construção
vivem na solidão.

Brasil varonil,
de verdades mil
onde milhões, vivem no concreto
em uma nação de futuro incerto.

Brasil varonil,
de verdades mil
onde milhões, buscam nos lixões
uma saída para as suas aflições.

Brasil varonil,
de verdades mil
onde milhões, sem compaixão
mancham o brado retumbante da nação.

Brasil varonil,
de verdades mil
onde os poucos que tem
vivem sem imaginar o que é ser um João-ninguém.

Publicado em:
Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos. 39 volume. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE, set 2007 (p. 49).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

POÈME D´UN RÊVE - POEMA DE UM SONHO

Versão do poema Acróstico de um Sonho

Rêveur je suis
Le rêve sera til ce que je suis?
Rien dans ce moment n´est egal
Aujourd´hui je vivant mon utopie
Le rêve sera til ce que je suis?

Par Mário Moura / Guilherme

ACRÓSTICO DE UM SONHO*

Sonhador eu sou
O sonho será que sou eu?
Nada neste momento é igual
Hoje vivo a minha utopia
O sonho será que sou eu?

Mário Moura - Educador e Poeta.

Publicado em:
Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 40 Volume. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE, out. 2007 (p 44).

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

AI QUE SAUDADE*

à Marta Carregosa

Aí, que saudade danada de você
de seu olhar de pantera selvagem
agateado,
de seus cabelos flor de mandacaru
molhados.

Ai, que saudade virada
dos seus seios,
montes ao luar
que no brilho da luz
fazem a viola cantar.

Ai, que saudade dos seus suspiros,
sopros de prazer
que no gozo evidenciado
fazem o amor demais valer.

Aí, que saudade desenhada
dos encontros
a nos parear,
de nós dois juntos
à beleza da vida amar.

Mário Moura - Educador e Poeta.

*Publicada em:
- Os mais belos Poemas de Amor. Rio de Janeiro: CBJE, mai. 2008. (p. 68).
- Panorama Literário Brasileiro 2008/2009 - As melhores poesias de 2008. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE / Br letras, dez. 2008. (p. 92).

O POETA E A POESIA*

Mário Moura - Educador e Poeta.

Por que amo a poesia?
Porque sou um poeta!
O que um poeta ama?
A imaginação!
A beleza!

Amo a poesia porque ela
É bela e imaginativa.
Quando adentro em sua alma
Tudo é tão cheio de vida...

O que mais um poeta ama?
A verdade!
A poesia não pode ser perfeita
Sem a verdade!

*Publicada em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos. 45 volume. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE, ago. 2008 (p. 66).

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

DECLARAÇÃO DE PAZ*

Mário Moura - Educador e Poeta.

Quem sabe amar
E que da terna busca a justiça
A qual espaço não tem a cobiça
É capaz de perdoar.

Quando levantaremos a bandeira da igualdade?
Qual o peso enaltece
E quem vive a usa-la engrandece
A vivacidade, a vitória, a felicidade.

A guerra sabor amargo da boca
Fracasso que fica por demais
É a voz do profeta clamando paz
Para os que estão na touça.

E nós sempre de prontidão a denunciar
As ruínas, a fome, as armas
Os estragos por outrora não param
É o pouco da tocaia a anunciar:

Ruína da unidade, enterro da fé,
O terremoto - o amor em agonia
Cemitério da paz interna que irradia
Para o centro de tudo pelos nossos pés.

O impasse dramático, que está em nosso poder
Deixar nossas brigas nada fraternas
E acabar com as declarações fratricidas
É o nosso itinerário e maior dever.

Quando ensaiarmos a não-agressão
E chegarmos então a essa capacidade
Teremos alcançado a liberdade
Para enfim aquietar nosso coração.

É aí que assinaremos nossa declaração de paz!

*Publicado em:
- Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos. 38º volume. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE, ago. 2007. (p. 54).

- Panorama Literário Brasileiro 2007/2008 - As Melhores Poesias de 2007. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE/Br Letras, dez. 2007 (p. 36).

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

SER POETA*

Mário Moura - Educador e Poeta.

A Arte, a ciência e a Religião
Eis a minha pulsão,
Origem da sublimação poética,
Catarse – identidade com a obra de arte.
A catarse, a Arte e a sublimação
Fezem-me um ser em contemplação.
A pulsão me faz um ser em inspiração
Que nasce das neuroses, pervesidades, fantasias
Do que é sonho e realidade.

Na Arte, Poesia – Vida
A criação é maior que a imitação,
Por isso, ser poeta
É estar em pura criação;
Eis aí minha Religião!
Especulação filosófica exprimida
No sentido universal
Das intrigas, do caráter,
Da idéia – pensamento,
Do Amor.
Melodia e espetáculo:
Eis a vida, ciência – arte poética.

Ser poeta é experimentar
A mística penetração da alma;
Das emoções reveladas por ela,
É compreendê-la – é Paixão
Excitação da Paixão
Na superação da Razão.


*Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos. 37º volume. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE, jul. 2007. (P. 50).

POLI CRISE (A CRISE PLANETÁRIA)*

Mário Moura - Educador e Poeta.

Desenvolvimento, mito global – industrial
Progresso – marcha desenfreada
Em nome da razão, tecno-ciência
O Ser Humano – máquina automatizada
Individualizada, ego centrada em si.

Desumaniza-se o humano,
Pois a solidariedade agoniza no descuido
A onipotência própria nossa faz-nos infelizes.
O abraço, o beijo, o carinho, aperto de mãos;
Carícias, ternuras, olhares, sentimentos... amor;
Bens raros – escassos n’alma.

De nada adianta um carro
Um avião, um telefone.
De nada serve um carro se não tenho para onde ir;
Um avião se ninguém está a esperar-me;
Um telefone se não há palavras de amor a dizer – ouvir.

Este é o progresso que vivemos:
A felicidade do ter em detrimento do ser
É a agonia que vem do desenvolvimento cego
É descontrolado, parida na tecno-ciência,
Morte/nascimento que nos fazem metamorfose geral.

Da tomada de consciência da crise-problema
Canalizada na sua superação
Homens, mulheres, sociedade, planeta
Na reconstrução – transformação
Que se faz às ruínas da humanidade
Crise planetária – poli crise
Em busca da sua, nossa identidade – sentido!


*Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos. 41ºvolume. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE, nov. 2007. (p. 73)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A FUMAÇA*

Mário Moura - Educador e Poeta.

Vejo a fumaça subindo sobre a chaminé
Ela é espessa e escura
Em oposição a claridade do céu.
Parece infinita e relevante
Mas depois vai sumindo
Como se nunca estivesse existido.
Não há maias nada além do céu
Que vai continuar o mesmo
Para todo o sempre...

A nossa vida é como a fumaça no céu
E tudo o que temos e que parecem
Ser tão sólidos
São como a fumaça
Antes alguma coisa
Depois de um certo tempo, nada!


*Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos. 42º volume. 1 ed. Rio de Janeiro: CBJE, jan. 2008. (p. 33)