segunda-feira, 9 de maio de 2011

Carta de um Nobel da Paz a Barack Obama


Estimado Barack, ao dirigir-te esta carta o faço fraternalmente para, ao mesmo tempo, expressar-te a preocupação e indignação de ver como a destruição e a morte semeada em vários países, em nome da “liberdade e da democracia”, duas palavras prostituídas e esvaziadas de conteúdo, termina justificando o assassinato e é festejada como se tratasse de um acontecimento desportivo.

Indignação pela atitude de setores da população dos Estados Unidos, de chefes de Estado europeus e de outros países que saíram a apoiar o assassinato de Bin Laden, ordenado por teu governo e tua complacência em nome de uma suposta justiça. Não procuraram detê-lo e julgá-lo pelos crimes supostamente cometidos, o que gera maior dúvida: o objetivo foi assassiná-lo.

Os mortos não falam e o medo do justiçado, que poderia dizer coisas inconvenientes para os EUA, resultou no assassinato e na tentativa de assegurar que “morto o cão, terminou a raiva”, sem levar em conta que não fazem outra coisa que incrementá-la.

Quando te outorgaram o Prêmio Nobel da Paz, do qual somos depositários, te enviei uma carta que dizia: “Barack, me surpreendeu muito que tenham te outorgado o Nobel da Paz, mas agora que o recebeu deve colocá-lo a serviço da paz entre os povos; tens toda a possibilidade de fazê-lo, de terminar as guerras e começar a reverter a situação que viveu teu país e o mundo”.

No entanto, ao invés disso, você incrementou o ódio e traiu os princípios assumidos na campanha eleitoral frente ao teu povo, como terminar com as guerras no Afeganistão e no Iraque e fechar as prisões em Guantánamo e Abu Graib no Iraque. Não fez nada disso. Pelo contrário, decidiu começar outra guerra contra a Líbia, apoiada pela OTAM e por uma vergonhosa resolução das Nações Unidas. Esse alto organismo, apequenado e sem pensamento próprio, perdeu o rumo e está submetido às veleidades e interesses das potências dominantes.

A base fundacional da ONU é a defesa e promoção da paz e da dignidade entre os povos. Seu preâmbulo diz: “Nós os povos do mundo...”, hoje ausentes deste alto organismo.

Quero recordar um místico e mestre que tem uma grande influência em minha vida, o monge trapense da Abadia de Getsemani, em Kentucky, Tomás Merton, que diz: “a maior necessidade de nosso tempo é limpar a enorme massa de lixo mental e emocional que entope nossas mentes e converte toda vida política e social em uma enfermidade de massas. Sem essa limpeza doméstica não podemos começar a ver. E se não vemos não podemos pensar”.

Você era muito jovem, Barack, durante a guerra do Vietnã e talvez não lembre a luta do povo norteamericano para opor-se à guerra. Os mortos, feridos e mutilados no Vietnã até o dia de hoje sofrem as consequências dessa guerra.

Tomás Merton dizia, frente a um carimbo do Correio que acabava de chegar, “The U.S. Army, key to Peace” (O Exército dos EUA, chave da paz): “Nenhum exército é chave da paz. Nenhuma nação tem a chave de nada que não seja a guerra. O poder não tem nada a ver com paz. Quanto mais os homens aumentam o poder militar, mais violam e destroem a paz”.
Acompanhei e compartilhei com os veteranos da guerra do Vietnã, em particular Brian Wilson e seus companheiros que foram vítimas dessa guerra e de todas as guerras.

A vida tem esse não sei o quê do imprevisto e surpreendente fragrância e beleza que Deus nos deu para toda a humanidade e que devemos proteger para deixar às gerações futuras uma vida mais justa e fraterna, reestabelecendo o equilíbrio com a Mãe Terra.

Se não reagirmos para mudar a situação atual de soberba suicida que está arrastando os povos a abismos profundos onde morre a esperança, será difícil sair e ver a luz; a humanidade merece um destino melhor. Você sabe que a esperança é como o lótus que cresce no barro e floresce em todo seu esplendor mostrando sua beleza.

Leopoldo Marechal, esse grande escritor argentino, dizia que: “do labirinto, se sai por cima”.

E creio, Barack, que depois de seguir tua rota errando caminhos, você se encontra em um labirinto sem poder encontrar a saída e te enterra cada vez mais na violência, na incerteza, devorado pelo poder da dominação, arrastado pelas grandes corporações, pelo complexo industrial militar, e acredita ter todo o poder e que o mundo está aos pés dos EUA porque impõem a força das armas e invade países com total impunidade. É uma realidade dolorosa, mas também existe a resistência dos povos que não claudicam frente aos poderosos.

As atrocidades cometidas por teu país no mundo são tão grandes que dariam assunto para muita conversa. Isso é um desafio para os historiadores que deverão investigar e saber dos comportamentos, políticas, grandezas e mesquinharias que levaram os EUA á monocultura das mentes que não permite ver outras realidades.

A Bin Laden, suposto autor ideológico do ataque às torres gêmeas, o identificam como o Satã encarnado que aterrorizava o mundo e a propaganda do teu governo o apontava como “o eixo do mal”. Isso serviu de pretexto para declarar as guerras desejadas que o complexo industrial militar necessitava para vender seus produtos de morte.

Você sabe que investigadores do trágico 11 de setembro assinalam que o atentado teve muito de “auto golpe”, como o avião contra o Pentágono e o esvaziamento prévios de escritórios das torres; atentado que deu motivo para desatar a guerra contra o Iraque e o Afeganistão, argumentando com a mentira e a soberba do poder que estão fazendo isso para salvar o povo, em nome da “liberdade e defesa da democracia”, com o cinismo de dizer que a morte de mulheres e crianças são “danos colaterais”. Vivi isso no Iraque, em Bagdá, com os bombardeios na cidade, no hospital pediátrico e no refúgio de crianças que foram vítimas desses “danos colaterais”.

A palavra é esvaziada de valores e conteúdo, razão pela qual chamas o assassinato de “morte” e que, por fim, os EUA “mataram” Bin Laden. Não trato de justificá-lo sob nenhum conceito, sou contra todas as formas de terrorismo, desde a praticada por esses grupos armados até o terrorismo de Estado que o teu país exerce em diversas partes do mundo apoiando ditadores, impondo bases militares e intervenção armada, exercendo a violência para manter-se pelo terror no eixo do poder mundial. Há um só eixo do mal? Como o chamarias?

Será que é por esse motivo que o povo dos EUA vive com tanto medo de represálias daqueles que chamam de “eixo do mal”? É simplismo e hipocrisia querer justificar o injustificável.

A Paz é uma dinâmica de vida nas relações entre as pessoas e os povos; é um desafio à consciência da humanidade, seu caminho é trabalhoso, cotidiano e portador de esperança, onde os povos são construtores de sua própria vida e de sua própria história. A Paz não é dada de presente, ela se constrói e isso é o que te falta meu caro, coragem para assumir a responsabilidade histórica com teu povo e a humanidade.

Não podes viver no labirinto do medo e da dominação daqueles que governam os EUA, desconhecendo os tratados internacionais, os pactos e protocolos, de governos que assinam, mas não ratificam nada e não cumprem nenhum dos acordos, mas pretendem falar em nome da liberdade e do direito. Como pode falar de Paz se não quer assumir nenhum compromisso, a não ser com os interesses de teu país?

Como pode falar da liberdade quanto tem na prisão pessoas inocentes em Guantánamo, nos EUA e nas prisões do Iraque, como a de Abu Graib e do Afeganistão?

Como pode falar de direitos humanos e da dignidade dos povos quando viola ambos permanentemente e bloqueia quem não compartilha tua ideologia, obrigando-o a suportar teus abusos?

Como pode enviar forças militares ao Haiti, depois do terremoto devastador, e não ajuda humanitária a esse povo sofrido?

Como pode falar de liberdade quando massacra povos no Oriente Médio e propaga guerras e tortura, em conflitos intermináveis que sangram palestinos e israelenses?

Barack, olha para cima de teu labirinto e poderá encontrar a estrela para te guiar, ainda que saiba que nunca poderá alcançá-la, como bem diz Eduardo Galeano. Busca a coerência entre o que diz e faz, essa é a única forma de não perder o rumo. É um desafio da vida.

O Nobel da Paz é um instrumento ao serviço dos povos, nunca para a vaidade pessoal.

Te desejo muita força e esperança e esperamos que tenha a coragem de corrigir o caminho e encontrar a sabedoria da Paz.

Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz 1980.
Buenos Aires, 5 de maio de 2011.

sábado, 7 de maio de 2011

O assassinato de Osama Bin Laden

Reproduzo artigo de Fidel Castro publicado no site Adital, http://www.adital.com.br/?n=by6k

Fidel Castro Ruz
1o. Presidente do Conselho de Estado da República de Cuba

Os que se encarregam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo ficou solidário com o dos Estados Unidos e ofereceu a modesta cooperação que no campo da saúde podíamos oferecer às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova Iorque.

Também oferecemos de imediato as pistas aéreas do nosso país para os aviões norte-americanos que não tivessem onde aterrar, por causa do caos reinante nas primeiras horas após aquele golpe.

É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que sempre se opôs às ações que colocassem em perigo a vida de civis.

Partidários decididos da luta armada contra a tirania de Batista; éramos, no entanto, opostos por princípios a todo ato terrorista que ocasionasse a morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, outorga-nos o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.

Em um ato público maciço realizado na Cidade Esportiva expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais seria resolvido mediante a violência e a guerra.

Na verdade, ele foi durante anos amigo dos Estados Unidos que o treinou militarmente, e foi adversário da URSS e do socialismo, mas quaisquer que fossem os atos atribuídos a Bin Laden, o assassinato de um ser humano desarmado e rodeado de familiares constitui um fato aborrecível. Aparentemente foi isso o que fez o governo da nação mais poderosa que jamais existiu.

O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: "…sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O assento vazio na mesa. As crianças que foram forçadas a crescerem sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 000 cidadãos marcharam longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações”.

Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas se lembrem das guerras injustas desatadas pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, das centenas de milhares de crianças que foram obrigadas a crescerem sem sua mãe ou seu pai, e aos pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.

Milhões de cidadãos marcharam longe de seus povos no Iraque, no Afeganistão, no Vietnã, Laos, no Camboja, Cuba e noutros muitos países do mundo.

Da mente de centenas de milhões de pessoas também não se apagaram as horríveis imagens de seres humanos que em Guantánamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente submetidos durante meses e inclusive anos a insofríveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas seqüestradas e transportadas a cárceres secretos com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.

Obama não tem forma de ocultar que Osama foi executado na presença dos seus filos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis têm sido violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.
Como impedirá agora que as mulheres e os filos da pessoa executada sem Lei nem julgamento expliquem o acontecido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?

Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather, difundiu por essa emissora de televisão que a 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma diálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de ocultar-se e proteger-se em profundas cavernas.

Assassiná-lo e enviá-lo às profundezas do mar demonstra temor e insegurança, tornam-no em uma personagem muito mais perigosa.

A própria opinião pública dos Estados Unidos, após a euforia inicial, terminará criticando os métodos que, em vez de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.

4 de maio de 2011
20h34
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A morte de Bin Laden

Reprodizo artigo de Leonardo Boff, sobre a morte de Bin Laden publicado no Blog de Luiz Nassif, http://www.advivo.com.br/node/457638

Fez-se vingaça, não justiça

Alguém precisa ser inimigo de si mesmo e contrário aos valores humanitários mínimos se aprovasse o nefasto crime do terrorismo da Al Qaeda do 11 de novembro de 2001 em Nova Iorque. Mas é por todos os títulos inaceitável que um Estado, militarmente o mais poderoso do mundo, para responder ao terrorismo se tenha transformado ele mesmo num Estado terrorista. Foi o que fez Bush, limitando a democracia e suspendendo a vigência incondicional de alguns direitos, que eram apanágio do pais. Fez mais, conduziu duas guerras, contra o Afeganistão e contra o Iraque, onde devastou uma das culturas mais antigas da humanidade nas qual foram mortos mais de cem mil pessoas e mais de um milhão de deslocados.

Cabe renovar a pergunta que quase a ninguém interessa colocar: por que se produziram tais atos terroristas? O bispo Robert Bowman de Melbourne Beach da Flórida que fora anteriormente piloto de caças militares durante a guerra do Vietnã respondeu, claramente, no National Catholic Reporter, numa carta aberta ao Presidente:”Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas odiosas”.

Não disse outra coisa Richard Clarke, responsável contra o terrorismo da Casa Branca numa entrevista a Jorge Pontual emitida pela Globonews de 28/02/2010 e repetida no dia 03/05/2011. Havia advertido à CIA e ao Presidente Bush que um ataque da Al Qaeda era iminente em Nova York. Não lhe deram ouvidos. Logo em seguida ocorreu, o que o encheu de raiva. Essa raiva aumentou contra o Governo quando viu que com mentiras e falsidades Bush, por pura vontade imperial de manter a hegemonia mundial, decretou uma guerra contra o Iraque que não tinha conexão nenhuma com o 11 de setembro. A raiva chegou a um ponto que por saúde e decência se demitiu do cargo.

Mais contundente foi Chalmers Johnson, um dos principais analistas da CIA também numa entrevista ao mesmo jornalista no dia 2 de maio do corrente ano na Globonews. Conheceu por dentro os malefícios que as mais de 800 bases militares norte-americanas produzem, espalhadas pelo mundo todo, pois evocam raiva e revolta nas populações, caldo para o terrorismo. Cita o livro de Eduardo Galeano “As veias abertas da A.Latina” para ilustrar as barbaridades que os órgãos de Inteligência norte-americanos por aqui fizeram. Denuncia o caráter imperial dos Governos, fundado no uso da inteligiência que recomenda golpes de Estado, organiza assassinato de líderes e ensina a torturar. Em protesto, se demitiu e foi ser professor de história na Universidade da Califórnia. Escreveu três tomos “Blowback”(retaliação) onde previa, por poucos meses de antecedência, as retaliações contra a prepotência norte-americana no mundo. Foi tido como o profeta de 11 de setembro. Este é o pano de fundo para entendermos a atual situação que culminou com a execução criminosa de Osama Bin Laden.

Os órgãos de inteligência norte-americanos são uns fracassados. Por dez anos vasculharam o mundo para caçar Bin Laden. Nada conseguiram. Só usando um método imoral, a tortura de um mensageiro de Bin Laden, conseguiram chegar ao seu esconderijo. Portanto, não tiveram mérito próprio nenhum.

Tudo nessa caçada está sob o signo da imoralidade, da vergonha e do crime. Primeiramente, o Presidente Barak Obama, como se fosse um “deus” determinou a execução/matança de Bin Laden. Isso vai contra o princípio ético universal de “não matar” e dos acordos internacionais que prescrevem a prisão, o julgamento e a punição do acusado. Assim se fez com Hussein do Iraque,com os criminosos nazistas em Nürenberg, com Eichmann em Israel e com outros acusados. Com Bin Laden se preferiu a execução intencionada, crime pelo qual Barak Obama deverá um dia responder. Depois se invadiu território do Paquistão, sem qualquer aviso prévio da operação. Em seguida, se sequestrou o cadáver e o lançaram ao mar, crime contra a piedade familiar, direito que cada família tem de enterrar seus mortos, criminosos ou não, pois por piores que sejam, nunca deixam de ser humanos.

Não se fez justiça. Praticou-se a vingança, sempre condenável.”Minha é a vingança” diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos.

Leonardo Boff é autor de Fundamentalismo,terrorismo , religião e paz, Vozes 2009.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Professores da Uneb deflagram greve por tempo indeterminado

Reunidos em Assembleia Geral, na manhã de hoje, os professores da UNEB deflagraram GREVE por tempo indeterminado. A partir de amanhã (27 de abril), não haverá aula na UNEB, incluindo os Programas Especiais. Com a participação de 187 professores, apenas 30 votos foram contrários e 19 abstenções. A greve foi motivada, dentre outras reivindicações, pela retirada da cláusula da “mordaça” do acordo de Incorporação da CET, que congela os salários dos professores por 4 anos, e pela revogação do Decreto 12.583/2011.

A decisão foi tomada após uma ampla discussão sobre a situação atual de estrangulamento orçamentário das UEBA, retirada de direito dos docentes e arrocho salarial. Na ocasião, os professores avaliaram como uma postura autoritária a interrupção, pelo Governo, das negociações da campanha salarial 2010, quando impôs uma cláusula que tinha o objetivo de engessar o movimento docente. O decreto de contingenciamento também foi avaliado como mais uma política de ingerência do Governo nos assuntos da Universidade.

A radicalização através da greve se faz necessária, uma vez que, todos os recursos foram utilizados na tentativa de sensibilizar o Governo a reabrir as negociações da campanha salarial 2010 e a revogar o Decreto 12.583/2011, bem como não interferir nos processos de promoção, progressão e mudança de regime de trabalho.

Na assembleia, os professores avaliaram que a proposta de mudança na redação da cláusula, apresentada por email no dia 20 de abril pelo Coordenador da CODES (veja aqui), mantém o propósito da redação anterior de congelamento dos salários até o fim da incorporação da CET (veja aqui). No novo texto, o Governo tenta enrolar, mais uma vez, o movimento ao afirmar que o reajuste linear anual não será prejudicado com a incorporação da CET. No entanto, o que o governo não diz é que o reajuste linear é apenas reposição salarial e não significa aumento real, ou seja, os salários continuarão, com a manutenção da cláusula, congelados até 2015.

Greve é com mobilização!

Como encaminhamento, a assembléia instituiu o comando de greve. A primeira ação do movimento grevista na UNEB é a construção e participação, no dia 28 de abril, às 14h, da passeata que ocorrerá do Campo Grande à Praça Municipal em conjunto com os movimentos grevistas das demais Universidades Estaduais. Amanhã, às 10h, haverá reunião do comando de greve para ampliar o calendário de mobilização e tomar as primeiras providências da greve.

A ADUNEB informa que irá reembolsar o pagamento das passagens intermunicipais daqueles professores que participarem da atividade e a locação de vans ou microônibus no caso da presença de um maior número de professores.

Queima de Judas simboliza repúdio à traição do Governo Wagner com a Educação

Antes do início da assembleia, houve um ato simbólico da queima de Judas em referência à traição do Governador com as demandas da Educação. Leia abaixo o testamento de Judas elaborado por dois diretores da ADUNEB.
 
Antes do início da assembleia, houve um ato simbólico da queima de Judas em referência à traição do Governador com as demandas da Educação. Leia abaixo o testamento de Judas elaborado por dois diretores da ADUNEB.
 
A essa Bahia, tão triste e dessemelhante, deixarei a marca da minha governança, em tudo igualzinha à da “maldita herança”.




A política dos privilégios não poderia abandonar, segui a trilha certinha para nas escolhas não errar: não importa competência nem mérito para dos cargos se apossar, basta a estrela vermelha no peito ostentar.


O serviço público também deixarei ao “Deus Dárá”, com a Educação, Saúde, Habitação e Segurança, os baianos terão que se virar, pois o meu gordo cofrinho não mais proverá.


Para você que está ouvindo, se quiser da Bahia desertar se prepare e coce os bolsos, pois muito pedágio há que pagar. Querendo apenas passear para as mazelas encontrar, dê seu dinheiro à via Bahia para o capital concentrar.


As construções na Bahia têm um destino certo, segui os procedimentos de antes: nas licitações ganham apenas a OAS e ODEBRECH.


Aos professores deixo o meu desprezo e meu legado de maldades, pois quem o povo quer formar só pode viver de disparates. Deixo também uma pequena cuia para vocês pedirem esmola, e essas famintas universidades para seus tetos e paredes sobre vocês caírem, e do meu palácio com minha estrela eu me deleito sorrindo.


Aos movimentos sindicalistas deixo a lembrança dos tempos que militei, pois se um dia, aquilo fiz, foi para hoje mandar como rei.


De todos agora me despeço e sei que não serei esquecido, pois deixo todos vocês mais duros que defuntos e como relentos e oprimidos.


(Autores: Professora Maria do Socorro e Professor Hilder Magalhães)

FONTE: ADUNEB

domingo, 17 de abril de 2011

Carajás 15 anos, o massacre presente

Aniversário da chacina lembra a necessidade de punição aos assassinos e de tratamento e indenização às vítimas.

Reproduzo artigo de Márcio Zonta, publicado no Jornal Brasil de Fato: http://www.brasildefato.com.br/node/6102

Ao andar pelas ruas da vila do assentamento 17 de abril em Eldorado dos Carajás, ainda escutam-se muitas histórias sobre a marcha que culminou no massacre da curva do S, na rodovia PA 150, em Eldorado do Carajás, há 15 anos. Os sobreviventes ainda têm dúvidas quanto ao número oficial de mortos divulgados pelo Estado, pois há crianças, homens e mulheres desaparecidos que não estavam na lista dos mortos e, tampouco, foram encontrados depois.

As marcas do massacre persistem tanto na simbologia da conquista das cinco fazendas, parte das 15 existentes no complexo Macaxeira, quanto no corpo dos mutilados ou na cabeça de muitos que viveram aquele 17 de abril de 1996.

“Foi a tarde mais sangrenta da minha vida”, recorda Haroldo Jesus de Oliveira, o primeiro sobrevivente a conversar com a reportagem. Quem o vê trabalhando atencioso e calmo na Casa Digital 17 de abril, monitorando jovens e crianças no manuseio da internet, não imagina as recordações que ele guarda.

“Acordamos felizes naquela manhã do dia 17, pois o Coronel Pantoja, junto a uma comissão, do então governador Almir Gabriel (PSDB), disse que daria os ônibus para que fossemos até Belém, onde pressionaríamos o governo para desapropriação dessas terras. Inclusive, já tínhamos desobstruído a rodovia na noite anterior, já que esse era nosso acordo, e preparado a alimentação para as famílias que participavam da marcha”, diz Oliveira.

Onze horas da manhã venceu o prazo do acordo, e em vez de chegarem os ônibus, que levariam cerca das 1,8 mil famílias da marcha, chegou o batalhão da Polícia Militar, o que fez com que as famílias retomassem a estrada. “Eu me lembro como se fosse hoje. Estávamos de prato na mão, almoçando, sob uma chuvinha leve, um sereninho bom. Muitos homens começaram a descer dos ônibus da polícia e montar o acampamento, por volta de três da tarde, e ficaram cerca de 90 minutos preparando-se, como se fossem para uma guerra”, relata Oliveira.

Depois de estabelecidos os policiais no local, a mesma comissão disse que não providenciaria os ônibus e que tinha ordens do governador para retirar as famílias da via. “Nós nunca pensamos que poderia acontecer aquilo. Perto das 17 horas, começaram a jogar bombas de efeito moral contra as pessoas e a atirar no chão. Pessoas tomavam tiros nas pernas e caiam. Mas aqueles que iam para cima, eles atiravam no peito mesmo”. A carnificina começou naquele momento e pelas contas de Oliveira durou cerca de cinquenta minutos.

“Tive que sair pelo chão me arrastando para o miolo de gente junto à água da chuva, que se misturava com sangue, tinha muita gente no asfalto ferida, gritando, chorando...”, lembra emocionado Oliveira.

Premeditado

Amanhece no assentamento 17 de abril e, enquanto, muitos agricultores já estão na roça, as 7h, começa a entrada das crianças na escola que leva o nome de Oziel Alves Pereira, sem-terra de 17 anos espancado até a morte no hospital pelos policiais, por gritar palavras de ordem do MST, na noite do dia 17 de abril, em Curianópolis (PA), para onde foram levados os feridos.

Zé Carlos, companheiro de linha de frente junto a Oziel no dia do massacre, confere a mochila do filho na frente da escola, passa algumas recomendações e o beija ao se despedir. Sobre o dia da chacina, que lhe custou uma bala alojada na cabeça e a perda de um olho, Zé Carlos é enfático: “Utilizaram-se de táticas de guerra”.

Zé lembra que um caminhão que estava parado na estrada, por causa do bloqueio, foi oferecido às famílias como proteção. “O motorista chegou e disse: ‘vou atravessar esse caminhão na pista para ajudar vocês’. Mas estranhamente toda a ação policial iniciou-se atrás desse veículo, sendo o escudo principal deles, tapando nossa visão. Foram os policiais que pediram”, garante.

Zé conta que os policiais vinham do sentido de Parauapebas e Marabá, ambas cidades paraenses interligadas pela rodovia, além dos que saíam do meio da mata dos dois lados da pista. “Nos cercaram para matar mesmo, pois vinham de todas as direções atirando”.

Segundo Zé, é difícil para quem esteve no dia aceitar o número de apenas 21 mortos ditos pelo Estado.“Isso é brincadeira. Morreu muita gente, entre homens, mulheres e crianças. Vi muita gente morta, não pode ser, Tenho até medo de falar, deixa isso para lá. Mas garanto que foi muito mais”.

Ao apagar das luzes

Como se um espetáculo tivesse acabado, ao anoitecer no dia 17 de abril, as luzes do município de Eldorado do Carajás foram apagadas e seu cenário de morte, desmontado. Essa é a sensação que teve a jovem Ozenira Paula da Silva, com 18 anos na época do acontecido. “Apagaram as luzes para desmontar o que tinham feito, para limparem a via. Jogavam corpos e mais corpos em caçambas de caminhão, que tomavam rumos diferentes”.

Após os primeiros disparos, Ozenira só teve tempo de pegar os seus três filhos, todos com menos de cinco anos, e correr para a mata ao lado, percebendo momentos depois que tinha sido baleada na perna esquerda, na altura da coxa. “Tinha muita gente escondida na mata, próximo às margens da rodovia e foi justamente essas pessoas que viram muitos corpos sendo desviados para fora do caminho do Instituto Médico Legal (IML), de Marabá, para onde eram levados os mortos”.

Ozenira diz que algo lhe intriga até hoje. “Depois que terminou a matança, uma criança branquinha de uns dois anos foi achada na escuridão do mato, aos prantos, por uma mulher que procurava seus familiares. Essa mulher a recolheu. Sei que essa criança viveu com ela bastante tempo em Curianópolis, mas depois perdi o contato”.

Onde estariam os pais da criança naquela noite? Ozenira responde: “Não tenho como provar, mas tenho quase certeza que estavam em algum caminhão de remoção de cadáveres”, finaliza.

O massacre continua

Poucos mutilados receberam seus direitos de indenização e até hoje, quinze anos depois, muitos nem recebem a pensão mensal de R$ 346. Ozenira é uma delas. “Fui atendida no hospital apenas no dia do acontecido, depois nunca mais tive atendimento médico, tenho dias de dores horríveis e outros de dormência na perna”, conta.

Já Zé, hoje aos 32 anos, foi um dos únicos a receber, em 2008, uma indenização de R$ 85 mil reais, mais a pensão mensal no valor citado acima. Hoje vive do que seus irmãos plantam em seu lote, já que tem dificuldades para trabalhar em função das sequelas do tiro na cabeça.

Mas, um caso em especial entre os mutilados chama a atenção. Mirson Pereira, um dos únicos que conseguiu uma cirurgia, no Hospital Regional de Marabá, para retirar uma bala alojada na perna esquerda. “Pensei que seria o fim das dores, mas quando voltei da sala de cirurgia o médico disse que havia errado e feito o corte na perna errada, disse que no outro dia realizaria o procedimento na perna certa, mas desisti, fiquei com medo e saí do hospital”. Pereira continua com a bala na perna e ainda aguarda sua indenização.

O descaso do Estado brasileiro em relação ao massacre de Eldorado dos Carajás já gerou contra o governo um processo, em 1998, na Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede nos Estados Unidos, feita pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL). “O governo brasileiro agiu de duas formas quando foi notificado pela entidade internacional. Primeiramente, culpou os próprios marchantes pelo ocorrido e, num segundo momento, por força da opinião pública, disse que já fazia coisas no assentamento, o que compensava o ocorrido”, explica Viviam Holzhacker, advogada assistente da CEJIL, que acompanha o caso.

No entanto, por pressão internacional, a advogada diz que o governo brasileiro aderiu a um processo, recentemente, de buscar acordo com os mutilados. “São feitas propostas de ambos os lados até chegar a um acordo. Deve levar mais uns cinco anos para ser resolvido o caso de todos”, explica.

Diante deste imbróglio, na ausência de um tratamento médico adequado que cuide do corpo e da mente dos participantes da marcha, Índio, um dos mutilados, com duas balas alojadas na perna esquerda desabafa: “Aconteceu o massacre em 1996. Mas ele terminou? Não! Pois esse grupo [do assentamento] ficou apenas porque o Estado não deu conta de matar no dia. Ficamos para contar a história, sofrer e ir morrendo aos poucos num massacre diário, que só terminará por completo com nossa morte”.

sábado, 16 de abril de 2011

A doença chamada homem

Reproduzo artigo de Leonardo Boff publicado no site Adital sobre o trágico dia 05 de abril onde inocentes foram barbaramentre assassinados.

Esta frase é de F. Nietzsche e quer dizer: o ser humano é um ser paradoxal, são e doente: nele vivem o santo e o assassino. Bioantropólogos, cosmólogos e outros afirmam: o ser humano é, ao mesmo tempo, sapiente e demente, anjo e demônio, dia-bólico e sim-bólico. Freud dirá que nele vigoram dois instintos básicos: um de vida que ama e enriquece a vida e outro de morte que busca a destruição e deseja matar. Importa enfatizar: nele coexistem simultaneamente as duas forças. Por isso, nossa existência não é simples mas complexa e dramática. Ora predomina a vontade de viver e então tudo irradia e cresce. Noutro momento, ganha a partida a vontade de matar e então irrompem violências e crimes como aquele que ocorreu recentemente.

Podemos superar esta dilaceração no humano? Foi a pergunta que A. Einstein colocou numa carta de 30 de julho de 1932 a S. Freud: "Existe a possibilidade de dirigir a evolução psíquica a ponto de tornar os seres humanos mais capazes de resistir à psicose do ódio e da destruição”? Freud respondeu realisticamente: "Não existe a esperança de suprimir de modo direto a agressividade humana. O que podemos é percorrer vias indiretas, reforçando o princípio de vida (Eros) contra o princípio de morte (Thanatos). E termina com uma frase resignada: "esfaimados pensamos no moinho que tão lentamente mói que poderemos morrer de fome antes de receber a farinha”. Será este o nosso destino?

Por que escrevo isso tudo? É em razão do tresloucado que no dia 5 abril numa escola de um bairro do Rio de Janeiro matou à bala 12 inocentes estudantes entre 13-15 anos e deixou 12 feridos. Já se fizeram um sem número de análises, foram sugeridas inúmeras medidas como a da restrição da venda de armas, de montar esquemas de segurança policial em cada escola e outras. Tudo isso tem seu sentido. Mas não se vai ao fundo da questão. A dimensão assassina, sejamos concretos e humildes, habita em cada um de nós. Temos instintos de agredir e de matar. É da condição humana, pouco importam as interpretações que lhe dermos. A sublimação e a negação desta anti-realidade não nos ajuda. Importa assumi-la e buscar formas de mantê-la sob controle e impedir que inunde a consciência, recalque o instinto de vida e assuma as rédeas da situação. Freud bem sugeria: tudo o que faz criar laços emotivos entre os seres humanos, tudo o que civiliza, toda a educação, toda arte e toda competição pelo melhor, trabalha contra a agressão e a morte.

O crime perpetrado na escola é horripilante. Nós cristãos conhecemos a matança dos inocentes ordenada por Herodes. De medo que Jesus, recém-nascido, mais tarde iria lhe arrebatar o poder, mandou matar todas as crianças nas redondezas de Belém. E os textos sagrados trazem expressões das mais comovedoras: "Em Ramá se ouviu uma voz, muito choro e gemido: é Raquel que chora os filhos e não quer ser consolada porque os perdeu” (Mt 2,18). Algo parecido ocorreu com os familiares das vítimas.

Esse fato criminoso não está isolado de nossa sociedade. Esta não tem violência. Pior. Está montada sobre estruturas permanentes de violência. Aqui mais valem os privilégios que os direitos. Marcio Pochmann, em seu Atlas Social do Brasil, nos traz dados estarrecedores: 1% da população (cerca de 5 mil famílias) controlam 48% do PIB e 1% dos grandes proprietários detém 46% de todas as terras. Pode-se construir uma sociedade de paz sobre semelhante violência social? Estes são aqueles que abominam falar de reforma agrária e de modificações no Código Florestal. Mais valem seus privilégios que os direitos da vida.

O fato é que em pessoas perturbadas psicologicamente, a dimensão de morte, por mil razões subjacentes, pode aflorar e dominar a personalidade. Não perde a razão. Usa-a a serviço de uma emoção distorcida. O fato mais trágico, estudado minuciosamente por Erich Fromm (Anatomia da destrutividade humana, 1975) foi o de Adolf Hittler. Desde jovem foi tomado pelo instinto de morte. No final da guerra, ao constatar a derrota, pede ao povo que destrua tudo, envenene as águas, queime os solos, liquide os animais, derrube os monumentos, se mate como raça e destrua o mundo. Efetivamente ele se matou e todo os seus seguidores próximos. Era o império do princípio de morte.

Cabe a Deus julgar a subjetividade do assassino da escola de estudantes. A nós cabe condenar o que é objetivo, o crime de gravíssima perversidade e saber localizá-lo no âmbito da condição humana. E usar todas as estratégias positivas para enfrentar o Trabalho do Negativo e compreender os mecanismos que nos podem subjugar. Não conheço outra estratégia melhor que buscar uma sociedade justa, na qual o direito, o respeito, a cooperação e a educação e saúde para todos sejam garantidos. E o método nos foi apontado por Francisco de Assis em sua famosa oração: levar amor onde reinar o ódio, o perdão onde houver ofensa, a esperança onde grassar o desespero e a luz onde dominar as trevas. A vida cura a vida e o amor supera em nós o ódio que mata.

sábado, 9 de abril de 2011

Vem aí o V Festival de Artes e Educação de Paulo Afonso!

O Festival de Artes e Educação de Paulo Afonso, um movimento de caráter não eventual, chega a sua V edição, de 13 a 16 de abril.

Por Nice Marques e Saulo Henrique

Com o tema ''Arretando a cena: muitas caras do teatro em Paulo Afonso'', o V FAEPA vem dar ênfase na mobilização pela garantia de acesso a fruição artística na área de teatro e discussões de fomento as artes cênicas, nesta oportunidade concomitante com o Fórum de discussões sobre o teatro em Paulo Afonso.

Estas duas ações integradas visam agregar crianças, adolescentes, adultos, educadores, artistas, líderes comunitários e outros agentes sócio-culturais do município de Paulo Afonso e região, para práticas educativas em construção, fruição e contextualização de teatro, alem de reflexão acerca do movimento em prol da produção e difusão das artes cênicas na região de Paulo Afonso.

Teremos palestra com o professor Reginaldo Carvalho, oficinas de teatro do oprimido, teatro de rua, dramaturgia, direção teatral, interpretação teatral e artes circenses, alem de muito espetáculo, com o Grupo Mandalá (Arcoverde - PE), Grupo Porra Meu Bem (Salvador - BA) e Grupos locais, tais como a Associação Paulafonsina de Dança e Teatro, Bosco Humorista, Humor Ereto, Grupo Um Teatro Um, GUETO - Grupo de estudos em teatro do oprimido dentre outros.

De 13 a 16 de abril na UNEB de Paulo Afonso, Não percam!!!

V FAEPA, Arretando a cena: muitas caras do teatro em Paulo Afonso

Festival Internacional de Artistas de Rua chega a Paulo Afonso no dia 14 de abril‏

A partir do dia 14 de abril Paulo Afonso será palco da 7ª Edição do Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia. O evento, que se estende até o dia 16, reunirá músicos, mímicos, acrobatas, marionetes, palhaços e artistas plásticos de dez países diferentes que realizarão apresentações.

O festival acontece com performances de três grupos de artistas em cinco escolas da cidade e uma no povoado indígena do Juá. No dia 14, os artistas transformam em palco o Bairro Tancredo Neves. "Vamos incluir na programação do festival a Orquestra Municipal de Paulo Afonso, formada por crianças, e uma peça de teatro de rua da Associação Pauloafonsina de Dança e Teatro - APDT", revelou Bernard M.Snyder, diretor artístico do festival.

Para a sua realização, o evento conta com o patrocínio da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), por meio do Faz Cultura, do Governo do Estado e total apoio da Prefeitura. "Não poderíamos deixar de incentivar esta atividade cultural que tanto enriquecerá a nossa cidade", falou o secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Jânio Soares.

Esta edição do Festival é uma realização da Selma Santos Produções e Eventos, com direção geral de Selma Santos e direção artística do alemão Bernard M. Snyder, também conhecido como "homem-banda". Além de Paulo Afonso, o Festival passará por Salvador e Sobradinho.

A idéia de realizar um evento desta categoria, na Bahia, surgiu quando Snyder, em visita a Salvador, percebeu que a cidade, tão musical, tinha poucos artistas se apresentando nas ruas. Em 2002, aconteceu o primeiro Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia, no Aeroclube em Salvador, seguido por mais cinco edições consecutivas. A primeira edição do Festival de Rua na Bahia aconteceu em fevereiro de 2002, no Aeroclube, Praça da Sé, Campo Grande e Farol da Barra. No ano seguinte, em março, os artistas de rua animaram, além do Aeroclube e Praça da Sé, também o Parque da Cidade e a Ponta de Humaitá, quando a Cidade Baixa foi abraçada pelo evento.

Em 2004, o evento foi realizado no Aeroclube e na Ponta de Humaitá, em Salvador, e na cidade de Santo Amaro. Na edição 2005, Ponta de Humaitá foi escolhida novamente em Salvador e Paulo Afonso no interior do estado. A quinta edição do festival, em 2006, foi instalada em Juazeiro, Sobradinho e Paulo Afonso, não passando pela capital. Em 2007, o festival foi realizado na Praça Municipal e na Ribeira.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Oi Altera Velocidades e preços da Internet ADSL e não avisa a seus clientes

Não é de hoje como é fácil perceber a falta de compromisso com que a Oi/Telemar trata seus clientes. Os atendentes se fingem de desentendidos e cobranças indevidas nas contas dos usuários são só o começo da velha história de amor e ódio pelos produtos e serviços dessa operadora.

A novidade agora é que como a Oi alterou desde outubro do ano os preços das velocidades e a velocidade máxima permitida, provavelmente com medo do Plano Nacional de Banda Larga e da competição da Gvt, todos os clientes da oi, praticamente sem exceção, não foram avisados e principalmente os clientes do Plano Oi conta Total que pelos novos planos já teriam direito a no mínimo 10 mega bits por segundo, nenhum deles sequer foi avisado da possibilidade de aumentar a velocidade, já que muitos ainda estão pagando valores acima por uma velocidade mais baixa.

Vale salientar o seguinte:

1°A velocidade mínima não é mais 300k e sim 600k por R$ 39,90;

2° Não é preciso contratar nenhum provedor para ter acesso a banda larga ADSL da Telemar isso é venda casada e proibido por Lei. Veja aqui mais informações sobre isso, na qual eu escrevi a 3 anos atrás: http://portaltecinformatica.blogspot.com/2008/02/autenticar-velox-sem-provedor.html;

3° Alias, vender velox somente se possuir telefone fixo também é venda casada.

Se atentem para os novos preços das velocidades do velox residencial:

600 k = R$ 39,90

1 mega = R$ 69,90

2 mega = R$ 79,90

4 mega = R$ 99,90

10 mega = R$ 159,90

Se atentem também para os novos preços das velocidades do velox empresarial:

1 mega = R$ 99,90

2 mega = R$ 119,90

4 mega = R$ 139,90

10 mega = R$ 179,90

Aqui onde moro (Paulo Afonso-BA) a Oi já começou a oferecer a possibilidade de até 2 mega para muitos telefones fixos da cidade outros já tem a possibilidade de até mais, mas nenhum sequer foram avisados e muitos ainda estão pagando por 300k o que hoje já é o preço de 1 mega e pior ainda que por mais 10 reais R$ 79,90 teria por direito a 2 mega. Esse preço de R$ 79,90 era o preço antigo por 600k e que muitos ainda pagam isso por ele sendo o preço atual de 2 mega.

Solução

A solução dentro da lei, mais pacifica e rápida é ligar para 103 31 da Oi e pedir para aumentar a velocidade do velox, veja os preços e a sua condição atual de pagamento e também a sua velocidade atual se tem direito ao aumento de velocidade.

A outra possibilidade é pedir pelo site da própria Oi na área de atendimento e em mudança de velocidade onde lá mesmo é possível pedir o aumento e verificar a velocidade atual e a máxima permitida. Se mesmo assim a Oi negar o aumento de velocidade, sugiro que anote os números de protocolo e ligue para 133 que é o número da Anatel (Agência do governo federal que regula e fiscaliza o setor de telecomunicações no Brasil) reclamando que a oi está negando um direito seu de aumentar a velocidade de internet sendo que foi feito o pedido e foi cancelado sem motivo. Assim existe grandes chances de você conseguir esse feito. Vale lembrar que este procedimento serve também para aquelas pessoas que tentam conseguir o velox e as atendentes dizem que não existe disponibilidade ou porta disponível, isso é conversa furada tanto é que molhando a mão de qualquer técnico das terceirizadas da Oi eles conseguem essa porta rapidinho, também rapidinho e sem custo é ligar para 133 e dizer essa história do suborno do técnico que em um instante eles acham essa bendita porta, isso já vi acontece na prática e o rapaz que reclamou na Anatel conseguiu o velox na sua casa.

Se todos os brasileiros que são clientes da Oi fizessem o que disse acima provavelmente o sistema da Oi chegaria perto do limite em muitas cidades como aqui onde vos escrevo (Paulo Afonso-BA) ela seria obrigada a Investir mais em equipamento do Tipo DSLAMS com os quais disponibilizam as portas ADSL até mesmos em bairros que ainda não possuem tais equipamentos e em mais fibra óptica no lugar dos links de rádio-enlace de microondas com é caso da minha cidade (Paulo Afonso-BA).

Conclusão

Diante do que foi exposto a Oi é uma empresa que não possui boa práticas de gestão de relacionamento com o cliente e faz muito pelo contrario derruba qualquer relação de apreço que os clientes ainda poderiam ter com a empresa e o pior que ela sabe disso, acontece é que onde não existe concorrência ela faz isso mesmo, como foi mostrado em poucas palavras. Mas isso não algo exclusivo da oi e sim algo em comum a muitas empresas de telecomunicações que ao invés de brigarem por mais clientes atraindo-os pelo melhor atendimento e serviços de qualidade parece que preferem brigar pelas primeiras colocações nas listas de reclamações do Procon, quem dera que fosse pela preferência do Cliente. Mas infelizmente a oi resume bem isso nas propagandas que faz, na qual no início é tudo bonito fácil de conseguir, serviços atraentes e baratos sem arrodeios, clientes cheio de direitos, mas no final a verdade aparece, um monte de criancinhas dizendo “Oi” que supostamente representa como essa empresa lhe trata, como uma pessoa ingênua capaz de acreditar em contos de fadas e fácil de ser enganada.

Com informações do http://portaltecinformatica.blogspot.com/2011/03/oi-altera-velocidades-e-precos-da.html